Job #5: Sobre estímulos e aquilo que não cabe em palavras

What if

Chegou a hora de um novo job, amigos. E dessa vez, resolvemos replicar uma proposta muito bacana que já rolou na APSotW gringa. É sobre o valor de um bom estímulo e sobre o papel do não-verbal no briefing.

O autor do exercício foi um planejador inglês chamado Andrew Hovell. Ele explica a importância do tema assim:

O assunto aqui é estímulo. Ou seja, todas aquelas conversas não-oficiais e fundamentais para ajudar a equipe criativa a dar forma ao trabalho (…) Porque não importa quão curto ou bem escrito seja um brief criativo, ainda assim são palavras. Isso não é necessariamente o melhor para criativos, que pensam com imagens, associações e metáforas. (…)

Aproximadamente 95% da comunicação humana é não-verbal: linguagem corporal, aparência, expressões faciais. É disso que as pessoas lembram e a isso que, inconscientemente, reagem. A mensagem central, que emerge da proposição, ainda importa, mas é a entrega que realmente faz diferença — como se fosse a linguagem corporal da marca.

O post original está aqui pra quem quiser saber mais. Tem bastante coisa bacana por lá. Mas tudo isso é o contexto, o que queremos praticar. O job é esse aqui:

 

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Seu trabalho é desenvolver uma visão para a The Gourmet Tea e torná-la real para a equipe criativa.

Gourmet Tea

Pense em uma apresentação de slides que funcione como um guia para uma conversa de estímulos, recheada de analogias, metáforas, imagens, vídeos (linkados do YouTube). Algo que poderia ser usado num papo sobre o brief, mas também uma fonte de referências durante o desenvolvimento do trabalho.

O que você precisa saber sobre The Gourmet Tea é que essa é uma marca premium de chá que procura ampliar a cultura do brasileiro sobre chá. Em um mercado onde o café reina, eles estão tentando com design, experiências legais no PDV e produtos bacanas fazer com que as pessoas tenham uma relação um pouco mais sofisticada com o chá. Diversidade e variedade são coisas importantes aqui.

Não se preocupe muito com os objetivos de curto prazo da marca. Imagine que a tarefa final da agência de vocês é desenvolver uma campanha institucional para que mais gente conheça a marca e entenda como ela é bacana. O que você precisa fazer agora é ajudar a criação a entender e traduzir essa marca. A ideia é criar uma coisa interessante, que inspire, que soe correto para você.

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Uma referência para tornar a entrega final mais concreta é esse brand book de Honda, feito pela W+K de Londres há uns 10 anos atrás. Ele é até (bem) mais elaborado do que a expectativa aqui, pois já mistura um esforço criativo. Mas o clima é justamente esse. A diferença é que você vão trabalhar mais com referências.

Para participar é só se inscrever aqui e enviar até dia 17/05 um PDF com até 15 slides para o email jobs@planningschool-web.com.br.

Os dois melhores trabalhos vão na faixa ao Top de Planejamento, que rola dia 21/05, no Hotel Pulmann.

Divirtam-se!

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