Job #3 – Feedback Geral

A Mundial só começa amanhã, mas o feedback geral do job da Copa já chegou hoje (antes de muito estádio por aí, veja você). É hora de aprender algo com o que todos fizeram.

O enunciado propunha um problema e pedia uma solução. Mais especificamente, um posicionamento para o turismo do Brasil. Algo que pudesse inspirar um grande trabalho de comunicação que deveria ter rolado usando a Copa como “mídia”.

Recebemos muita coisa interessante. Por isso, o fio da meada desse post vai ser aquilo que os trabalhos mostraram de melhor. Acertos que ajudam a entender o que faz um bom trabalho de posicionamento. Enjoy.

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Acerto #1
Quando o posicionamento representou uma escolha clara.

Uma das coisas que a gente mais enfatizou durante o processo desse job foi a necessidade de se fazer uma escolha bem definida. Muitos trabalhos demostraram isso. Em alguns casos, melhor ainda: ficou claro também do que se estava abrindo mão em favor da opção feita na estratégia.

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Se estratégia é fazer escolhas, isso também significa que estratégia é fazer renúncias. Quanto mais consciência do que a gente está escolhendo e do que estamos abrindo mão, melhor: mais chance de fazer boas escolhas. E um bom posicionamento só existe se houver uma boa escolha primeiro.

Nem todos os trabalhos fizeram isso. O Brasil é enorme, diverso e cheio de coisa bacana. Tentar “resumir” ou “sintetizar” essa grandeza é uma armadilha. A impressão que fica é que foi isso o que rolou em muitos casos.

Não dá pra abraçar o mundo. É preciso encontrar um ângulo, uma perspectiva nova. O que nos leva ao próximo acerto.
Acerto #2
Quando o posicionamento propôs uma nova perspectiva.

A definição do problema continha uma sutileza: o que já está na cabeça das pessoas sobre o Brasil não tem sido suficiente para fazer com que elas visitem o país. É preciso mostrar algo que faça as pessoas enxergarem esse país de modo diferente do que elas fazem hoje.

Alguns trabalhos entenderam isso. Em geral, foram aqueles que olharam não só para o Brasil como “destino”, mas para a o povo brasileiro. Como se as pessoas daqui fossem capazes de promover uma experiência única, que valesse a viagem.

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Importante: isso não quer dizer que “olhar para o povo” era a solução mágica. Alguns trabalhos fizeram isso sem necessariamente oferecer uma nova perspectiva. E acredito que haviam outros caminhos possíveis.

(Por exemplo: ninguém fez uma escolha mais radical em termos de destinos. O Brasil é um continente inteiro de lugares pra ir. É coisa demais pra falar. Seria legítimo deixar uma parte deles de fora. Algo como trabalhar só a costa ou grandes cidades. Por que não?)

Muitos trabalhos falaram sobre o clichê samba-praia-futebol, mas nem todos eles devolveram algo diferente disso. Quer dizer: a articulação, o jeito de falar podia até ser diferente. Mas não havia um outro valor a ser explorado. O que nos leva ao terceiro e último acerto que vamos destacar nesse feedback.
Acerto #3
Quando o posicionamento demonstrou ter valor.

Não é fácil perceber se a ideia que estamos propondo “chegou lá” ou ainda precisa ser lapidada. Experiência faz toda a diferença. Mas é importante treinar esse olhar desde os primeiros passos na carreira.

Isso tem muito a ver com aprender a se fazer as perguntas certas. Um dos trabalhos deu um bom exemplo disso:

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“Por que isso é importante?” é uma excelente pergunta. É como se nos questionássemos qual é o valor real da ideia que estamos propondo. E independentemente da resposta ou desse exemplo especificamente, essa postura é capaz de nos empurrar pra frente. É esse tipo de rigor que desenvolve o nosso critério para estratégia.

Muitos trabalhos usaram o modelo de “verdadeiro, relevante e diferenciado”, que propusemos em um dos posts nesse processo. É um bom jeito de refletir sobre critério. Mas, para que essas 3 perguntas façam sentido, é preciso ter a postura da parágrafo aí de cima. E em alguns trabalhos, isso acabou virando só um checklist. Em outros, foi uma verdadeira reflexão.

Quanto mais rigorosos a gente for com as nossas ideias, maiores as chances de criar posicionamentos realmente importantes.

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Pra terminar, a gente recebeu uma mensagem que traduz exatamente coisa mais legal dessa história toda, que é ver o entusiasmo dos participantes em aprender e se aprimorar:

Fiquei feliz com o feedback do Job 3. Foi realmente desafiador, e pensei várias vezes que não iria conseguir chegar à uma proposta de posicionamento interessante. Mas persisti até encontrar algum caminho. (…) É melhor fazer do que tentar. Mesmo se não tiver fluindo, insista, faça. Você só vai aprender se fizer.

- Alex Takehissa

Em nome do júri, saibam que é muito bom participar dessa caminhada com vocês.

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Dessa vez não teve prêmio, mas teve o melhor trabalho: parabéns, Jessica Nakazima!

No segundo semestre tem mais. É só ficar esperto no nosso grupo no Facebook.

Pra cima deles, Brasil!

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